A pontuação segue quatro passos. Primeiro verifica a segurança, depois lê o peixe — mar, maré e luz — e as condições de pesca, e só no fim as combina. O mar e a maré mandam; o tempo é algo contra o qual se luta.
1. Segurança primeiro
Vento forte, mar acima do limite da praia, potência elevada, período longo ou sobrelevação podem tornar uma janela imprópria. A segurança é uma barreira e não um peso, por isso uma maré favorável não pode compensar condições perigosas.
2. Atividade do peixe
Estima quando o peixe está a comer, a partir de três fatores que têm de coincidir: um mar com movimento (não parado e limpo ao sol), o momento certo da maré para o tipo de água — enchente na praia e nos baixios, vazante nos canais, enchente e vazante na rocha — e a luz baixa da madrugada e do fim do dia.
3. Condições de pesca
Vento, rajadas, chuva, ondulação demasiado grande para segurar a chumbada e corrente. Estas condições só tiram pontos, e só perto dos limites: uma brisa fresca não estraga uma boa maré.
4. Uma oportunidade só
Os fatores multiplicam-se, por isso nenhum compensa a falta de outro. A pontuação vai de 0 a 100; Excelente, Bom, Razoável e Fraco são convenções de leitura, não probabilidades de captura. Uma janela é o pico de cada maré — as horas a poucos pontos do melhor momento, no máximo quatro.